GAÚCHO
Fui criado guacho,
Macho, chucro e feio;
Bem solto das patas,
Nestas invernadas.
Onde as madrugadas,
Sugeriam tombos;
Sem ter cabresto,
Só sonhar chinocas.
Na busca do amanhã,
Me perdi no pago;
Um bom mate amargo,
E carne de novilho.
Solto nesta ilha,
Que chamo Rio Grande;
Céu azul no pampa,
E o sol queimando.
Tendo o minuano,
Como bom amigo;
Um trago de canha,
Depois do pealo.
E no cantar do galo,
Saber que sou gaúcho;
Talvez um cola fina,
Mas não matungo à toa.
Dando tapa em luas,
Vou cevando a vida;
Esta vida boa,
Vida de gaúcho.
Onde o céu desponta,
Sempre rente ao sol;
Este sol de inverno,
Aquecendo a gente.
*J.L.BORGES
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