ESTRELA DALVA
Eu te vejo, linda estrela que me intima,
Neste céu turbulento e inconstante;
Estás longe daqui, mas me iluminas,
Com teu brilho igual luz de diamantes.
Te desejo e teu brilho me fascina,
Te procuro, mas só posso te olhar;
Minha nave é frágil, oh! Menina,
Tu estas longe, não consigo te tocar.
De repente tu apareceu em minha vida,
Num segundo chegastes em meu viver;
Era noite, eu tão só minha querida,
De repente fez se luz o anoitecer.
O inverno partiu na madrugada,
E as noites friolentas já não são;
Linda estrela, bela Dalva da alvorada,
Tua presença me afastou da escuridão.
*J.L.BORGES
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