sexta-feira, 2 de março de 2018

BUDA

BUDA

Os monges oram,

Os homens choram;

Nos pedestais,

Das ilusões.

Onde as canções,

Retumbam em bronze;

E se escondem,

Nos corações.

Tantos Nepais,

Cercando a gente;

Frágeis sementes,

Sem ter natais.

Em alta voz,

A ventania;

Beija este povo,

Sem alegria.

Lembra passados,

Louras memórias;

De jovens deuses,

Belas histórias.

E o velho Buda,

Mirando o povo;

Nada de novo,

Mas tudo muda.

A solidão,

Solta ao vento;

Doces momentos,

E a comoção.

Um sonho incerto,

Um choro certo;

Na procissão,

Que busca a paz.

 *J.L.BORGES

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