PORTO ALEGRE A BEIRA DO RIO
Porto Alegre estendida a beira do rio,
Vida pendente no desafio;
Gente que corre, rio que escorre,
E o sonho morre num tempo frio.
Porto Alegre adormecida a beira do rio,
Rosa caída, deusa no cio;
Musa que acorda o viajante,
A todo o instante sem paz nem brio.
Porto Alegre esquecida a beira do rio,
Paixão ferida, olhar sombrio;
Onde o mar não chega e nem beija ela,
A triste moça lá na janela.
Porto Alegre ferida a beira do rio,
A dor sincera do pecador;
Rasgando o peixe o arpão tardio,
O alimento do pescador.
*J.L.BORGES
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