NÃO TENHO NADA NA VIDA
Não tenho nada na vida,
Somente lagrimas para chorar;
Sentir saudade talvez,
Vontade de lhe encontrar.
Não tenho afagos e nem paz;
Da vida perdi o gosto;
Só o vento beija meu rosto,
O conforto são os meus ais.
Sou enfermo do cotidiano,
Prisioneiro da longa estrada;
Chega ano, passa ano,
Aumenta esta encruzilhada.
Não sei para onde ir,
Nem sei se posso voltar;
Não tenho nada na vida,
Nem historia para contar.
Sinto tristeza e tédio,
Nem sei se gosto de mim;
A certeza do remédio,
São as flores que mostram o fim.
*J.L.BORGES
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