INVERNO
O minuano chicoteia sem piedade,
A manhã silenciosa e triste;
Enquanto o céu pumbleo,
Faz carrancas ao velhinho entanguido.
O moleque sem camisa,
Com sua peneira de sonhos;
Faz de conta que aprisiona,
O saci num redemoinho.
Num turbilhão de loucuras,
Entre flocos de algodão;
O inverno dá sua cara,
Com lagrimas de cerração.
A tarde chega depressa,
Cobrindo de cinza o rincão;
A noite com seu manto negro,
Nos convida ao chimarrão.
*J.L.BORGES
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