HOMEM SÓ
Na quietude noturna,
Deste apartamento,
Abro a janela,
E vejo aspirais;
São formas incertas,
Mudando em momentos,
De bruxas esguias,
A duendes fatais.
Na quietude noturna,
Deste momento,
O silencio retumba,
Sufocando a voz;
Do disco arranhado,
Em meu gramofone,
Que choraminga a historia,
De um tempo melhor.
Fumo um cigarro,
Mais um outro cigarro,
E o copo de vinho,
Tremula por mim;
Na quietude noturna,
No escuro me agarro,
Procuro-te em meu quarto,
Mas tu não estás.
*J.L.BORGES
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