CIDADE
A montanha esguia e silenciosa,
Circunda com intensidade;
As praças e avenidas,
Desta jovem cidade.
O rio esquiva-se entre as entranhas,
Destas montanhas, e adormece no lago;
Enquanto isso o gaúcho viajante,
Dedilha seu violão e sorve o bom amargo.
Ao fundo vulcão milenares,
Castigado pelo vento minuano;
Admirado na boemia de tantos bares,
Um acolá, outros aqui.
E na esquina chorosa,
Desta noite cidade;
Vejo esta mocidade,
Suspirando de amor por ti.
*J.L.BORGES
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