BALA NA CABEÇA
O baque surdo da bala,
Rasgando a cabeça ultrajada;
O sangue molhando a roupa,
Batida e mosqueada.
A voz chorosa da criança,
O grito desesperado da mulher;
“_Está tudo acabado seu moço...”
Mais uma vitima qualquer.
O sangue inocente escorrendo,
Manchando ladrilhos, a janela;
Regando a calçada.
Um corpo que cai,
Um sonho que se esvai,
E mais nada.
*J.L.BORGES
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