ANOS QUARENTA
Estou na casa dos quarenta,
A nove anos e não com sigo entrar,
Meus sonhos são enganos;
Talvez são verdes panos,
Dizendo que já é hora,
Que eu tenho de acordar.
Estou na casa dos quarenta,
A tantos anos,
Pareço ser um jovem,
Que esqueceu de ir,
Num longínquo lugar,
A onde o imaginário é lindo,
E o medo de dormir,
São sonhos ao luar.
Estou na casa dos quarenta,
E as portas não se abriram,
Nem mesmo me convidam,
A entrar neste lugar;
Então fico esperando,
O tempo que passando
Aos poucos me convida,
E tenta me acordar.
*J.L.BORGES
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