CAMINHADA
A vida que segue,
Parece uma brisa;
Que algum rosto alisa,
Parar não consegue.
A vida que passa,
Trazendo a rainha;
Tristeza só minha,
Trazendo esta graça.
E tu minha rainha,
Sorriso me trás;
Na vida esta paz,
É uma erva daninha.
Sem ter outra vida,
Eu fico com aquela;
Alem da janela,
Na estrada perdida.
A vida que encanta,
Ilumina o lugar;
É um pássaro a cantar,
Para o sol que levanta.
Levanto também,
Na luz estrelada;
Aspiro a alvorada,
Da vida que vem.
*J.L.BORGES
Gravatai.1986
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