segunda-feira, 20 de novembro de 2017

LABIRINTO


LABIRINTO

Meus olhos refletem você,

Com sua boca ardente a beijar;

Dentro de você eu me exponho,

Me espanto ao te navegar.

Te possuo até ver o sol nascer,

Trazendo na manhã a sua chama;

Um clima de surpresa que me excita,

Me faz levitar nesta sua cama.

Sua cama, este trono nefasto,

Um trono que me faz ficar sozinho;

De lá pra cá a procurar,

A falta destes seus carinhos.

Estou morrendo de frio neste rio,

Com o sol queimando o seu corpo;

Corpo bronzeado que me dá arrepio,

No sufoco te encho de conforto.

Eu só fico perfeito a seu lado,

Me aprofundo nesta etérea gruta;

O começo do meu paraíso,

O inicio desta minha luta.

 *J.L.BORGES
Gravatai.1986

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