FAZ DE CONTA
Neste eterno faz de conta,
Fiz castelos de areia;
Para enfeitar minha alma tonta,
Pensamentos em sereias.
Naveguei o pensamento,
Rumo ao pais da fantasia;
Faz de conta que o tormento,
É colírios da alegria.
Estou de corpo e coração,
Velejando no infinito;
No radar da ilusão,
Captei um olhar bonito.
Sou aprendiz de pintor,
Minha vida é uma aquarela;
Deste mar, navegador,
Velho barco com uma só vela.
Faz de conta que o sorriso,
Sempre enfeita minha face;
Vem comigo, o paraíso,
É logo ali onde o sol nasce.
Vem comigo, e sem segredos,
Vem roubar a flor de Liz
De um jardim lindo e sem medo,
Faz de conta que es feliz.
*J.L.BORGES
Camaquã.1984
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