CHUVA DE PEDRA
É chuva de pedra,
No meu coração;
Me fere, machuca,
Me dá solidão.
São águas pesadas,
Que um dia gelou;
É a certeza sentida,
Do amor que ficou.
Nasceu tão suave,
E assim foi fluindo;
Mas agora é só pedra,
Em meu peito ferindo.
Hoje aqui tão sozinho,
Pois o amor foi embora;
É chuva de pedra,
Que caiu nesta hora.
Chuva de pedra,
Pares de cair;
Não vês que meu peito,
Tu estas a ferir.
*J.L.BORGES
Camaquã.1977
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