ROTINA ARTIFICIAL
Me acordo antes das seis,
E rápido já estou de pé;
Não penso em quase nada,
Ligeiro tomo café.
Pego o ônibus apressado,
E para o trabalho vou;
Minha mente ainda dorme,
Meu corpo já acordou.
O dia é tão melancólico,
É frágil minha alegria;
É tão cruel este tédio,
No longo deste meu dia.
A noite então já chegou,
Para a casa estou indo;
O meu corpo esta dormindo,
Mas minha mente acordou.
É isso a cidade grande,
Nada parece ser natural;
A rotina, o dia-a dia,
Tudo é artificial.
*J.L.BORGES
Camaquã.1977
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