COTIDIANO
A manhã pumblea,
Convida o sol a passear;
Entre estrelas,
Que a madrugada escondeu.
A lua triste,
Refletida em espelhos dagua;
Chora, e suas lagrimas,
Transformam-se em orvalhos de prata.
O vento frio,
Beija a face das colinas;
Enquanto o galo carijó,
Inicia seu canto
Neste momento,
Nasce o dia envolto em luz;
E traz consigo,
A certeza que estou vivo.
. *J.L.BORGES
PORTO ALEGRE, 1997
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